O que é

Quando acessamos a página de projetos do Spring podemos observar a gama de opções que a versão atual apresenta para segurança, aplicativos web, big data, mobile.

Diante desta complexidade selecionamos os projetos que fazem parte do nosso desenvolvimento cotidiano, mas insistimos que quando houver alguma oportunidade procurem por novas tecnologias que são oferecidas no site supracitado.

Spring

Spring

Spring Framework

Spring é um framework de código aberto (open source), criado por Rod Johnson, em meados de 2002, e apresentado no seu livro ‘Expert One-on-One: JEE Design and Development’. Foi criado com o intuito simplificar a programação em Java, possibilitando construir aplicações que antes só era possível utilizando EJB’s.

O que é o Spring Framework

Para obter um entendimento completo sobre as características do Spring, faz-se necessário compreender, inicialmente, o padrão Inversion of Control (Inversão de Controle), e sua variação denominada Dependency Injection (Inclusão de Dependência). Martin Fowler, em seu artigo entitulado ‘Inversion of Control’, leva a um entendimento mais aprofundado sobre este padrão, entretanto, é importante abordar aqui alguns detalhes.

A inversão de dependência é o que torna uma simples biblioteca de classes diferente de um framework. Uma biblioteca consiste em um conjunto de classes que um usuário instancia e utiliza seus métodos. Após a chamada ao método, o controle do fluxo da aplicação retorna para o usuário. Entretanto, em um framework este fluxo é diferente. Para utilizar um framework, código próprio da aplicação deve ser criado e mantido acessível ao framework, podendo ser através de classes que estendem classes do próprio framework. O framework, então, realiza a chamada deste código da aplicação. Após a utilização do código da aplicação, o fluxo retorna para ele.

Martin Fowler exemplifica este conceito através de interfaces de interação com o usuário (GUI). Em Swing, por exemplo, você define os tratadores de eventos para os vários campos da tela, enquanto o framework (Swing) contém o loop principal da aplicação.

Finalizando, temos ainda o padrão Dependency Injection, idealizado por Martin Fowler, que trata-se de uma especialização do padrão Inversion of Control. Aplicações como Spring e PicoContainer, denominados de lightweight containers, adotam a inversão de controle, entretanto, todo framework utiliza-se de inversão de controle. A pergunta é, então, que tipo de inversão de controle o Spring, por exemplo, realiza? Afirmar que o Spring é um bom framework porque aplica a inversão de controle é um erro, já que qualquer framework deve aplicar este padrão.

O Spring atualmente possui diversos módulos como Spring Data (trata da persistência), Spring Security (trata da segurança da aplicação) entre outros módulos. Mas o principal (Core) pode ser utilizado em qualquer aplicação Java, as principais funcionalidades são a injeção de dependência (CDI) e a programação orientada a aspectos (AOP), cabe ao desenvolvedor dizer ao Spring o que quer usar. O que faz dele uma poderosa ferramenta, pois não existe a necessidade de se utilizar todas as ferramentas do framework para criar uma aplicação simples.

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Figura 1 – Módulos organizados por características

O módulo Spring Core representa as principais funcionalidades do Spring, no qual o principal elemento é o BeanFactory. Trata-se de uma implementação do padrão Factory, responsável em remover a programação de Singletons e permitindo o baixo acoplamento entre a configuração e a especificação de dependências, de sua lógica de programação

O módulo Spring DAO provê uma camada de abstração para JDBC, eliminando grande parte da codificação necessária para interagir com um banco de dados.

O módulo ORM, entretanto, provê integração do Spring com outros frameworks para persistência de objetos, como Hibernate e iBatis. Para prover uma implementação de Orientação a Aspectos que permite a definição de pointcuts e methods interceptors, existe o módulo Spring AOP.

Para prover funcionalidades específicas para projetos Web, tem-se o módulo Spring Web. São funcionalidades como componentes para upload de arquivos e suporte para utilização de Inversão de Controle neste tipo de aplicação.

O módulo Spring MVC, entretanto, fornece uma implementação de framework Web, similar ao Struts.

Spring Boot

Apesar de ser uma ferramenta poderosa e que aumenta significativamente a produtividade na escrita de aplicações corporativas, o Spring Framework ainda é alvo de críticas a respeito do tempo necessário para se iniciar o desenvolvimento de novos projetos. Pensando nisso, foi introduzido no Spring 4.0 um novo projeto que tem, dentre seus objetivos, responder a estas críticas e, como veremos neste artigo, também mudar bastante nossa percepção acerca do desenvolvimento de aplicações para a plataforma Java EE. Este projeto é o Spring Boot.

A principal crítica feita ao Spring é sobre o modo como configuramos o seu container de injeção de dependências e inversão de controle usando arquivos de configuração no formato XML. Artefatos estes que, conforme aumentam de tamanho, se tornam cada vez mais difíceis de serem mantidos, muitas vezes se transformando em um gargalo para a equipe de desenvolvimento. No decorrer da história do framework vimos que este problema foi sendo tratado a partir de uma série de melhorias no modo como declaramos nossos beans a cada novo release: namespaces na versão 1.2, anotações na versão 2.0 e, finalmente, passamos a poder tratar arquivos XML como um artefato opcional no lançamento da versão 3.0, que nos trouxe a possibilidade de declarar nossos beans usando apenas código Java e anotações.

Outra crítica relevante diz respeito à complexidade na gestão de dependências. Conforme nossos projetos precisam interagir com outras bibliotecas e frameworks como, por exemplo, JPA, mensageria, frameworks de segurança e tantos outros, garantir que todas as bibliotecas estejam presentes no classpath da aplicação acaba se tornando um pesadelo. Não é raro encontrarmos em projetos baseados em Maven arquivos POM nos quais 90% do seu conteúdo sejam apenas para gestão de dependências. E esta é apenas a primeira parte do problema. O grande desafio surge quando precisamos integrar todos estes componentes.

O projeto Spring Boot (ou simplesmente Boot) resolve estas questões e ainda nos apresenta um novo modelo de desenvolvimento, mais simples e direto, sem propor novas soluções para problemas já resolvidos, mas sim alavancando as tecnologias existentes presentes no ecossistema Spring de modo a aumentar significativamente a produtividade do desenvolvedor.

O que é o Spring Boot

Trata-se de mais um framework, mas talvez a melhor denominação seja micro framework. Como mencionado na introdução deste artigo, seu objetivo não é trazer novas soluções para problemas que já foram resolvidos, mas sim reaproveitar estas tecnologias e aumentar a produtividade do desenvolvedor. Como veremos mais à frente, trata-se também de uma excelente ferramenta que podemos adotar na escrita de aplicações que fazem uso da arquitetura de micro serviços.

Se pudéssemos desenhar um diagrama arquitetural do Spring Boot, este seria muito similar ao que vemos no Grails: uma fina camada sobre tecnologias já consagradas pelo mercado, tal como podemos verificar na Figura 2. A grande mudança está no modo como agora empacotamos e acessamos estas soluções.

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Figura 2 – Posicionamento do Spring Boot

O desenvolvedor não precisa se preocupar em aprender novas tecnologias, pois todo o conhecimento adquirido sobre o ecossistema Spring é reaproveitado. A principal diferença se dá no modo como configuramos, organizamos nosso código e executamos a aplicação, tal como veremos neste artigo.

Como sabemos, todo framework se baseia em alguns princípios. No caso do Boot, são quatro:

  1. Prover uma experiência de início de projeto (getting started experience) extremamente rápida e direta;
  2. Apresentar uma visão bastante opinativa (opinionated) sobre o modo como devemos configurar nossos projetos Spring, mas ao mesmo tempo flexível o suficiente para que possa ser facilmente substituída de acordo com os requisitos do projeto;
  3. Fornecer uma série de requisitos não funcionais já pré-configurados para o desenvolvedor como, por exemplo, métricas, segurança, acesso a base de dados, servidor de aplicações/servlet embarcado, etc.;
  4. Não prover nenhuma geração de código e minimizar a zero a necessidade de arquivos XML.

O projeto Spring Boot nos permite criar dois tipos de aplicações: as tradicionais, escritas primariamente em Java; e uma segunda forma, chamada pela equipe de desenvolvimento do Boot de “Spring Scripts”, que nada mais são do que códigos escritos em Groovy – o que não é de se estranhar, dado que desde o lançamento da versão 4.0 do framework há uma forte tendência da Pivotal em abraçar esta linguagem de programação e torná-la cada vez mais presente no dia a dia do programador Java.

Spring MVC

O que é o Spring MVC

O Spring MVC ajuda a construir aplicações web flexíveis e com baixo acoplamento. O padrão de design Modelo-Visão-Controlador ajuda na separação da lógica de negócio, lógica de apresentação e lógica de navegação. Os Modelos são responsáveis por encapsular os dados da aplicação. As Visões renderizam as repostas ao usuário com a ajuda do objeto modelo. Os Controladores são responsáveis por receber as requisições do usuário e executar os serviços.

A figura 3 mostra o fluxo de uma requisição no Framework Spring MVC:

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Figura 3 – Fluxo de uma requisilção MVC

Quando uma requisição é enviada ao Framework Spring MVC a seguinte sequência de eventos acontece.

  • O DispatcherServlet recebe a requisição em primeiro lugar.
  • O DispatcherServlet consulta o HandlerMapping e invoca o Controller associado a requisição.
  • O Controller processa a requisição através da chamada aos métodos apropriados do serviço e retorna um objeto ModelAndView para DispatcherServlet. O objeto ModelAndView contém os dados do modelo e o nome da visão.
  • O DispatcherServlet envia o nome de visão para um ViewResolver para que ele encontre o View que deve ser invocado.
  • Agora o DispatcherServlet passará o objeto modelo para o View para que o resultado seja renderizado.
  • O View com a ajuda dos dados do modelo irá renderizar o resultado para o usuário.

Dentre outros que gostaríamos de apresentar temos:

Spring Mobile

Spring Mobile é um framework que possui a capacidade de detectar qual tipo de dispositivo está requisitando informações ao site (spring) e fornecer as telas para este.

Spring Security

Um poderoso e altamente customizável framework para autenticação e controle de acesso para aplicações java.

Spring for Android

O próprio nome já diz tudo, é uma extensão do Spring Framework que pretende simplificar o desenvolvimento de aplicações nativas para Android.

Spring XD

É um sistema unificado, distribuído e extensível para a ingestão de dados, análise em tempo real, processamento em lote e exportação de dados.

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